INTRODUÇÃO
A
escrita
surgiu
na
vida
do
homem
a
partir
da
necessidade
social
de
se
comunicar
em
um
sistema
pictográfico
e
inicialmente
não
apresentava
uma
relação
com
a
fala.
O
homem
pré-histórico
já
lia
os
sinais
da
natureza
e
os
interpretava,
assim
como
tentava
reproduzir
mensagens
nas
pedras
e
rochas.
Hoje, além de
decodificar símbolos, Soares (1998) aponta que o Letramento tem um
sentido ampliado da alfabetização, pois consiste em práticas de
leitura e escrita, que vão além da alfabetização funcional, em
que indivíduos são alfabetizados, mas não sabem fazer uso da
leitura e da escrita.
A
escola
portanto,
mesmo
sendo
uma
instituição
burguesa,
que
atende
a
finalidades
colocadas
pela
dinâmica
da
sociedade
produtora
de
mercadorias,
é
uma
instituição
que,
se
é
central
para
o
processo
de
formação
das
classes
revolucionárias,
poderia
vir
a
ser
um
espaço
importante
de
socialização
do
conhecimento.
(SOUSA
JUNIOR,
2010,p.176).
Alfabetizar e letrar
A
alfabetização
surgiu
há
mais
de
5000
anos
antes
de
Cristo
como
código
de
reprodução
simbólica
do
pensamento.
Segundo
Di
Nucci
(1991-1995),
ela
ocorre
de
maneira
restrita
e
descontextualizada
de
seu
cotidiano.
Vale
a pena ressaltar alguns nomes que se destacaram em defesa, concepção
e disseminação do alfabetizar e do letrar.
Por
exemplo, a argentina Maria Emília Ferreiro e sua psicogênese
construída após longa pesquisa, defende que o educador deve
reconhecer o período no qual o educando se encontra e, estimular e
investir neste momento. Hoje ela é confirmada e seguida em todo o
processo inicial da alfabetização e se tornou tão importante que "
a
história
da
alfabetização
pode
ser
dividida
em
antes
e
depois
de
Emília
Ferreiro
e
sua
psicogênese”
(afirma
Telma
Weisz
– ex-aluna).
Em
meados
dos
anos
80
SOARES,
Magda,
uma
defensora
do
letramento,
classificou
e
enumerou
três
tipos
de
conceitos
para
alfabetização:
processo
de
fonemas
em
grafemas
e
vice-versa;
processo
de
expressão/compreensão
de
significados
e,
dependia
de
características
culturais,
econômicas
e
tecnológicas.
Paulo
Freire,
um
educador
marcante
no
que
diz
respeito
a
educação
de
jovens
e
adultos
e,
a
reflexão
contínua
do
fazer
pedagógico,
defende
que
através
de
conversas
informais,
o
educador
observa
os
vocábulos
mais
usados
pelos
alunos
e
a
comunidade.
A
partir
daí,
o
planejamento
é
construído
dentro
da
vivência
do
educando,
e,
o
alfabetizar
é
intuído
juntamente
com
o
letrar.
Ainda
Vygotsky
(apud
Souza
e
Silva,
1994,
p.
44)
defende
que
o
desenvolvimento
não
precede
o
ensino,
mas
desabrocha
numa
contínua
interação
contribuindo
ao
ensino,
visto
que
as
funções
psicológicas
nas
quais
se
baseia
a
língua
escrita
ainda
estão
começando
a
surgir
no
momento
da
escolarização.
Mas,
ainda assim, deve-se letrar ou alfabetizar nas séries iniciais?
E
a
escola,
no
que
contribuiu
e
pode
contribuir
neste
processo
tão
importante
para
o
ser
humano?
Levando-se
em
consideração
todas
as
pesquisas
realizadas
e
comprovadas
de
renomes
como
dos
acima
citados,
chega-se
ao
entendimento
da
afirmação
de
CAGLIARI
(1998)
de
que
“o
melhor
método
para
um
professor
deve
vir
de
sua
experiência
e
deve
ser
baseado
em
conhecimentos
sólidos
e
profundos
da
matéria
que
leciona.
O
fato
de
não
ter
um
método
preestabelecido
não
significa
que
o
ensino
seguirá
navegando
à
deriva…
Quando
um
professor
é
bem
conhecedor
da
matéria
que
leciona,
ele
tem
um
jeito
particular
de
ensinar…e
isso
é
fundamental
para
o
processo
educativo
(p.108).
Neste
aspecto,
ainda
segundo
Soares
(2003),
“dissociar
alfabetização
e
letramento
é
um
equívoco...”.
| Despertando a execução individual. |
| Coletando dados e demonstrando conhecimentos prévios. |
| Resgatando memória |
| Entrando no mundo das ideias! |
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para
concluir,
entende-se
que
alfabetizar
e
letrar
andam
intrinsicamente
juntas
no
dia
a
dia
da
construção
do
conhecimento.
O
que
se
observa
hoje
é
que
as
práticas
de
alfabetização
e
letramento
executadas
em
salas
de
aulas
dos
anos
iniciais
do
ensino
fundamental
é
possível
desde
que
o
educador
alfabetizador
se
disponibilize
para
conhecer
e
estudar
além
dos
conteúdos
que
ele
considera
que
o
aluno
deva
aprender.
Ou
seja,
tudo
aquilo
que
ele
traz
em
sua
bagagem
de
conhecimentos.
Este
material
então,
será
base
para
o
seu
planejamento,
avaliações
e
reflexões
no
processo
de
construção
do
saber.
Quanto a escola, ela é a
instituição cujo papel na sociedade é o de responsabilizar-se pela
educação formal dos cidadãos, estando sujeita à reprodução das
desigualdades próprias de uma sociedade de classes, ou,
contrariamente, posicionando-se como um dos agentes em condições de
contribuir para a transformação desta.
.
- CAGLIARI, Luiz Carlos. Alfabetizando sem o ba-be-bi-bo-bu. Ed. Scipione. São Paulo. 1998.
- SOARES, Magda (2003). Alfabetização e Letramento. São Paulo: Editora Contexto.
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