quarta-feira, 26 de junho de 2013

Alfabetizar ou letrar? O desafio da escola de 1ª fase do ensino fundamental


INTRODUÇÃO

A escrita surgiu na vida do homem a partir da necessidade social de se comunicar em um sistema pictográfico e inicialmente não apresentava uma relação com a fala.
O homem pré-histórico lia os sinais da natureza e os interpretava, assim como tentava reproduzir mensagens nas pedras e rochas.
Hoje, além de decodificar símbolos, Soares (1998) aponta que o Letramento tem um sentido ampliado da alfabetização, pois consiste em práticas de leitura e escrita, que vão além da alfabetização funcional, em que indivíduos são alfabetizados, mas não sabem fazer uso da leitura e da escrita.
A escola portanto, mesmo sendo uma instituição burguesa, que atende a finalidades colocadas pela dinâmica da sociedade produtora de mercadorias, é uma instituição que, se é central para o processo de formação das classes revolucionárias, poderia vir a ser um espaço importante de socialização do conhecimento. (SOUSA JUNIOR, 2010,p.176).



Alfabetizar e letrar

A alfabetização surgiu mais de 5000 anos antes de Cristo como código de reprodução simbólica do pensamento. Segundo Di Nucci (1991-1995), ela ocorre de maneira restrita e descontextualizada de seu cotidiano.
Vale a pena ressaltar alguns nomes que se destacaram em defesa, concepção e disseminação do alfabetizar e do letrar.
Por exemplo, a argentina Maria Emília Ferreiro e sua psicogênese construída após longa pesquisa, defende que o educador deve reconhecer o período no qual o educando se encontra e, estimular e investir neste momento. Hoje ela é confirmada e seguida em todo o processo inicial da alfabetização e se tornou tão importante que " a história da alfabetização pode ser dividida em antes e depois de Emília Ferreiro e sua psicogênese(afirma Telma Weiszex-aluna).
Em meados dos anos 80 SOARES, Magda, uma defensora do letramento, classificou e enumerou três tipos de conceitos para alfabetização: processo de fonemas em grafemas e vice-versa; processo de expressão/compreensão de significados e, dependia de características culturais, econômicas e tecnológicas.
Paulo Freire, um educador marcante no que diz respeito a educação de jovens e adultos e, a reflexão contínua do fazer pedagógico, defende que através de conversas informais, o educador observa os vocábulos mais usados pelos alunos e a comunidade. A partir daí, o planejamento é construído dentro da vivência do educando, e, o alfabetizar é intuído juntamente com o letrar.
Ainda Vygotsky (apud Souza e Silva, 1994, p. 44) defende que o desenvolvimento não precede o ensino, mas desabrocha numa contínua interação contribuindo ao ensino, visto que as funções psicológicas nas quais se baseia a língua escrita ainda estão começando a surgir no momento da escolarização.
Mas, ainda assim, deve-se letrar ou alfabetizar nas séries iniciais?
E a escola, no que contribuiu e pode contribuir neste processo tão importante para o ser humano?
Levando-se em consideração todas as pesquisas realizadas e comprovadas de renomes como dos acima citados, chega-se ao entendimento da afirmação de CAGLIARI (1998) de queo melhor método para um professor deve vir de sua experiência e deve ser baseado em conhecimentos sólidos e profundos da matéria que leciona. O fato de não ter um método preestabelecido não significa que o ensino seguirá navegando à derivaQuando um professor é bem conhecedor da matéria que leciona, ele tem um jeito particular de ensinare isso é fundamental para o processo educativo (p.108).
Neste aspecto, ainda segundo Soares (2003),dissociar alfabetização e letramento é um equívoco....
Despertando a execução individual.

Coletando dados e demonstrando conhecimentos prévios.

Resgatando memória

Entrando no mundo das ideias!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Para concluir, entende-se que alfabetizar e letrar andam intrinsicamente juntas no dia a dia da construção do conhecimento.
O que se observa hoje é que as práticas de alfabetização e letramento executadas em salas de aulas dos anos iniciais do ensino fundamental é possível desde que o educador alfabetizador se disponibilize para conhecer e estudar além dos conteúdos que ele considera que o aluno deva aprender. Ou seja, tudo aquilo que ele traz em sua bagagem de conhecimentos. Este material então, será base para o seu planejamento, avaliações e reflexões no processo de construção do saber.
Quanto a escola, ela é a instituição cujo papel na sociedade é o de responsabilizar-se pela educação formal dos cidadãos, estando sujeita à reprodução das desigualdades próprias de uma sociedade de classes, ou, contrariamente, posicionando-se como um dos agentes em condições de contribuir para a transformação desta.


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Referências Bibliográficas:

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