quarta-feira, 26 de junho de 2013

A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO NA FORMAÇÃO DO DOCENTE.

INTRODUÇÃO

A professora

    A educação atual vem exigindo cada vez mais do docente. E é nessa discursividade que buscamos debater questões práticas necessárias para uma prática bem informada e eficaz.
    A filosofia da educação mantém conexões com a idéia de formação, isto é, idéia de que o espírito humano está sempre á espera de algo que o leve ao conhecimento de soluções aos problemas da educação. 
    O objetivo desse trabalho é exatamente estudar sobre a importância da Filosofia da educação na formação do docente. O docente não pode deixar de pensar a sua prática, pois é tarefa do professor manter uma postura de investigação, afim de, incorporar cada vez mais na sua prática a percepção e a avaliação da realidade, visando o diagnóstico das dificuldades e assim determinar a eficiência de uma proposta de ensino.
    Nessa perspectiva vamos discutir temáticas com o intuito de construir saberes a respeito da Filosofia da educação e suas contribuições para a formação do docente.


A filosofia da eficiência para a formação do docente

    O conhecimento filosófico é importante para uma tomada de decisões conscientes na ação pedagógica. A adoção superficial de um dado modelo, conjunto de pressupostos, ou sistema de crenças não traz consigo as mudanças profundas que garanta uma ação coerente e eficaz na prática do docente. Por essa razão a importância do pensamento filosófico para o conhecimento da realidade que é esfera de ação do professor. A contribuição educativa da formação que vem do trabalho filosófico cifra – se na elaboração de diretrizes conceituais e de estilos de interrogação que permite os docentes adquirir meios de orientar – se no pensamento.
    A filosofia da educação gera condições, indiretas e diretas para a intervenção na realidade, nos modos dos docentes se situarem face á multiplicidade e heterogeneidade dos problemas, fatos, acontecimentos em que estão ou serão envolvidos. Essa intervenção significa então: descobrir, interrogar, formular questões e objeções que favoreça uma prática eficiente e eficaz.
“... é na prática cotidiana da sala de aula, é na concretude
do processo pedagógico – repleto de contradições,
dificuldades, esperanças e no interior do qual professores e
alunos se encontram como sujeitos de seu fazer educativo,
embora limitados pelas condições objetivas em que atuam -
que o ensino de filosofia pode revelar toda a sua riqueza e
fecundidade.” (SILVEIRA, 2000)[5].
    Considera – se sem dificuldade, que a filosofia da educação é requisito indispensável para a elaboração de referencia que permitam a articulação entre os conhecimentos, a cultura, as linguagens e a experiência dos docentes e alunos.
    Usar a filosofia para a reflexão dos problemas da educação contemporânea implica uma posição onde a contribuição do docente seja significativa quanto aos conteúdos e processos cognitivos. Uma vez que a filosofia nos remete a buscar o conhecimento e não a posse do mesmo. Não são as reposta que nos levar ao conhecimento e sim as indagações.
“... o ponto de partida da reflexão filosófica é a prática
concreta dos homens, da qual emergem os problemas que
dão origem ao processo de reflexão, cujo objetivo é,
justamente, buscar respostas que permitam reorientar essa
prática com vistas à superação desses problemas.”
(SILVEIRA, 2000)[5].
    A filosofia  contribui de forma significativa na pratica reflexiva do docente, pois possibilita um trabalho de articulação reflexiva, de pensar e repensar a prática para a efetivação do sentido pedagógico. Mas para que essa reflexão seja eficiente é preciso ver a filosofia como busca e não como saber pronto e acabado. Isto é, o professor precisa manter uma atitude indagadora e não de posse da verdade ou do conhecimento. Visto que o buscar nos transforma, faz – nos mudar de atitude em relação ao que sempre fomos, revela nossas insatisfações, nos impulsiona a  atingir uma nova visão das coisas. É certo que essa postura de busca seja interminável, mas nela está o que nos torna profissionais capacitados e prontos, para conduzir o aluno à aquisição do conhecimento.
 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

     Digamos para concluir: O pensamento crítico se caracteriza assim, pela capacidade de reflexão e de auto – exame, pela consciência de limites que resulta disso e pela possibilidade de pensar alternativas, evitando o dogmatismo e a crença de que em algum momento podemos ter a palavra final sobre qualquer questão, problema ou assunto. Portanto um aspecto essencial na formação do docente é sem dúvida a prática filosófica. E a filosofia voltada para educação assume um papel fundamental nesse contexto: de se formar docentes abertos a refletividade, a crítica a buscar pelo conhecimento de forma incessante.
    Sem dúvida, conseguir compreender e atuar sobre todos esses aspectos no contexto das complexas realidades dos sistemas educativo não é tarefa fácil, mas devemos impreterivelmente aprender a agir de forma grupal e cooperativa e tentar superar o individualismo. A formação do docente é uma constante e a filosofia da educação tem um papel importante na revalorização da tarefa filosófica, que é de conduzir o professor a debates sobre reformas curriculares, metodológicas e didáticas e da questão da interdisciplinaridade. Uma vez que, espera - se que a filosofia ajude a consolidar a prática interdisciplinar.


Referências Bibliográficas:


CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática,1994.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.
GADOTTI, Moacir (1998): Pedagogia da práxis, 2.ª ed., São Paulo, Cortez
HAYDT, Regina Célia Cazaux (1997): Curso de didática geral, 4.ª ed., São Paulo, Ática.
ROSA, Sanny S. da (2000): Construtivismo e mudança, São Paulo, Cortez Editora.
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. São Paulo: Cortez, 1985.
SEVERINO, Antônio Joaquim (2001): «Identidade e tarefas da filosofia da educação», in Educação, sujeito e história, São Paulo, Olho D’água.
______. Pedagogia da automonia: saberes necessários à prática edu­cativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

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